segunda-feira, 20 de abril de 2015

Como tomar o anticoncepcional

O anticoncepcional deve ser tomado até o final da cartela, sendo 1 comprimido por dia, sempre no mesmo horário. Se é difícil se lembrar de tomar a pílula anticoncepcional deverá ponderar a possibilidade de usar outra forma de contracepção. Veja: Qual o melhor método contraceptivo para mim.
Para tomar o anticoncepcional corretamente, a mulher deve verificar se está utilizando uma pílula de 21 ou de 28 dias, uma vez que o seu uso é semelhante, mas existem pequenas diferenças.
Como tomar o anticoncepcional de 21 dias
Como tomar o anticoncepcional de 28 dias

Como tomar o anticoncepcional de 21 dias

1. Exemplos: Selene, Yasmin, Diane 35, Level, Femina, Gynera.
2. Como usar: Tomar 1 comprimido no primeiro dia da menstruação até o final da cartela, tomando um por dia, todos os dias, sempre no mesmo horário, totalizando 21 dias de toma da pílula. Quando terminar a cartela fazer uma pausa de 7 dias e no 8º dia, iniciar uma nova cartela.
3. O que fazer se esquecer: Consultar a bula do medicamento porque cada pílula anticoncepcional requer um procedimento diferente.

Como tomar o anticoncepcional de 28 dias

1. Exemplos: Micronor, Adoless, Gestinol, Elani 28.
​2. Como usar: Tomar 1 comprimido no primeiro dia da menstruação, tomando um por dia, todos os dias, sempre no mesmo horário, até findar a cartela. Quando terminar a cartela, iniciar outra cartela, sem pausa entre elas.
3. O que fazer se esquecer:
  • Micronor - Esquecimento de até 3 horas: Tome a pílula esquecida assim que lembrar e tome a seguinte no horário habitual, mesmo que isto signifique tomar dois comprimidos no mesmo dia. Use camisinha durante o contato íntimo por 48 horas.
  • Adoless, Gestinol e Elani 28: Se esquecimento maior que 12 horas, tomar o comprimido assim que lembrar e o outro no horário habitual, mesmo que tenha que tomar 2 comprimidos no mesmo dia. Use camisinha nos próximos 7 dias.

Como tomar o anticoncepcional de 24 dias

1. Exemplos: Mínima, Mirelle, Yaz.
2. Como usar: Tomar 1 comprimido no primeiro dia da menstruação, tomando um por dia, todos os dias, sempre no mesmo horário, até o final da cartela. Fazer uma pausa de 4 dias e iniciar uma nova cartela no 5º dia após a pausa.
3. O que fazer se esquecer: Se o esquecimento for inferior a 12 horas, tomar o comprimido esquecido e o próximo na hora habitual. Se o esquecimento for maior que 12 horas:
  • Na primeira semana: tomar o comprimido esquecido assim que lembrar e tomar os outros no horário habitual, mesmo que tome 2 comprimidos no mesmo dia. Usar camisinha em cada contato íntimo durante os próximos 7 dias.
  • Na segunda semana: não há problema, tomar os comprimidos corretamente, sempre no mesmo horario.
  • Na terceira semana: tomar o comprimido esquecido e os outros a seguir normalmente, sempre no mesmo horário e não fazer pausa, iniciando uma nova cartela assim que acabar esta, OU pare imediatamente de tomar os comprimidos, fazendo uma pausa de 4 dias e depois inicie uma nova cartela.

Como tomar o anticoncepcional pela primeira vez

Para tomar o anticoncepcional pela primeira vez, a mulher deve ingerir o 1º comprimido da cartela no 1º dia da menstruação e continuar a tomar 1 pílula por dia até ao fim da cartela, seguindo as instruções da bula vinda na embalagem da pílula anticoncepcional.
A mulher que utiliza um anticoncepcional com 21 comprimidos deve fazer uma pausa de 7 dias no final de cada cartela e iniciar a próxima apenas no 8º dia, mesmo que a menstruação tenha terminado mais cedo ou ainda não tenha acabado.
O período de pausa pode variar de acordo com a pílula, sendo que no caso do Yaz, por exemplo, o intervalo é de apenas 4 dias. Assim, a mulher deve ler as indicações da caixa ou seguir as indicações do ginecologista antes de tomar o anticoncepcional.

Que horas tomar o anticoncepcional?

A pílula anticoncepcional pode ser tomada a qualquer hora do dia, porém, é importante que ela seja tomada sempre na mesma hora para evitar esquecimentos.
Uma boa dica é tomar a pílula sempre pela manhã, pois assim, em caso de esquecimento, existe muito tempo do dia para lembrar de tomá-la. Colocar um alarme no celular ou no computador também pode ajudar a lembrar de tomar a pílula na hora certa.

Aprenda a detectar sua ovulação

Como saber se você está ovulando

A ovulação acontece quando um dos seus dois ovários libera um óvulo. É o óvulo que o espermatozoide tem de encontrar para que a fecundação ocorra e um bebê comece a se desenvolver.

Seu período mais fértil vai de dois a três dias antes da ovulação até o próprio dia em que a ovulação acontece. É ainda possível engravidar até 24 horas após a ovulação, já que o espermatozoide pode atingir o óvulo nas trompas, no trajeto final antes de entrar no útero.

Se você souber quando vai ovular, pode se programar para ter relações sexuais nesse período e aumentar suas chances de engravidar.

Aqui estão as maneiras de descobrir se a ovulação está próxima, da mais simples à mais precisa.

Método 1 de detectar a ovulação: contar os dias do mês

A maneira mais fácil de ter uma estimativa de quando vai ovular é contar os dias de trás para frente no seu ciclo menstrual (Atenção: esse método só funciona para quem tem a menstruação bem regulada).

Primeiro, tente calcular a data provável do início da sua próxima menstruação (que será o primeiro dia do seu ciclo menstrual), levando em conta a média de quantos dias têm sido seus ciclos.

A partir do dia provável do início da sua próxima menstruação, conte 12 dias para trás e ainda os quatro dias anteriores a esses 12 dias. É muito provável que sua ovulação ocorra neste intervalo de cinco dias.

Por exemplo, se você, como a maioria das mulheres, tem um ciclo de 28 dias, há uma grande chance de sua ovulação ocorrer entre o 14o e 18o dia do ciclo. Mas, se seu ciclo for mais curto, a ovulação poderá ocorrer antes desses dias. Se for mais longo, ela ocorrerá depois.

Quer ajuda para fazer a conta? Deixe a matemática da ovulação por conta do BabyCenter Brasil. Conheça a nossa calculadora da ovulação. Ela mostra quando deve ser seu próximo período fértil e ainda a data estimada do nascimento do bebê, se você engravidar, para você já começar a sonhar.

Método 2 de detectar a ovulação: observar a temperatura, muco e colo do útero

Uma maneira mais exata de descobrir quando vai ovular é manter um diário da sua temperatura basal, de seu muco cervical e das mudanças no seu colo do útero durante alguns ciclos menstruais, montando um gráfico. É um método gratuito e natural, mas que exige tempo e empenho.

Se você fizer suas anotações todo dia, poderá começar a perceber que seu corpo segue um padrão quando um dos ovários está prestes a liberar um óvulo. Esse método é útil principalmente para conhecer seus ciclos, mas o defeito dele é que ele detecta a ovulação com mais certeza depois que ela já aconteceu.

Os dados dos gráficos podem ajudar um especialista em fertilidade a descobrir o que está acontecendo com seus ciclos. Ele pode descobrir, por exemplo, que você não está ovulando, ou que determinada fase do seu ciclo é curta demais.

São sinais da ovulação:
  • Último ou penúltimo dia de temperatura do corpo baixa antes da elevação da temperatura por vários dias seguidos
  • Secreção vaginal parecida com clara de ovo
  • Colo do útero alto e macio

Para entender direitinho como se faz o gráfico, comece pelo artigo sobre como desvendar sua temperatura basal.

Também há mulheres que sentem dor quando a ovulação acontece. Se for o seu caso, tome nota do dia para juntar com os outros dados.

Método 3 de detectar ovulação: teste de farmácia para medir hormônios

Um método ainda mais certo para prever a data da ovulação é o teste dos níveis hormonais. O mais prático deles é o que pode ser feito com um kit vendido em farmácias, semelhante aos testes de gravidez, que reagem à urina.

O kit de ovulação detecta o aumento nos níveis de hormônio luteinizante (LH), o que significa que um de seus ovários está prestes a liberar um óvulo. A vantagem é que esse teste caseiro aponta um resultado positivo um dia antes da ovulação, dando a você tempo para planejar sua atividade sexual.

A grande desvantagem, no entanto, é o alto custo, caso você tenha que utilizá-lo por muitos ciclos. Você pode precisar gastar vários testes por mês até conseguir o positivo para ovulação.

Método 4 de detectar ovulação: ultrassonografias seriadas

Outra metodologia que está se tornando mais difundida quando há dificuldade de gravidez, mas com acompanhamento médico, é o chamado ultrassom seriado. Através de uma sequência de ultrassonografias transvaginais, que começa ainda no período menstrual e é repetida em um intervalo de poucos dias, o médico observa as alterações nos ovários e no endométrio (revestimento do útero) durante o ciclo.

Dessa maneira, o especialista pode estimar com mais precisão quando a ovulação está prestes a acontecer. Um dos ovários pode aparecer ligeiramente mais volumoso e o endométrio fica mais espesso.

Assim o médico pode orientar você a manter relações sexuais no momento mais propício, além de observar seu ciclo para ver se há algum problema.

Já sei quando ovulei. E agora?

Se você sabe com certeza o dia da ovulação, naquele ciclo só resta esperar para ver se a gravidez aconteceu ou não. Se você estiver medindo a temperatura, continue, porque temperatura alta 18 dias após a ovulação é bom sinal de gravidez. Se a menstruação atrasar, pode fazer o teste de gravidez.

Mas, se a menstruação apareceu e suas esperanças foram por água abaixo, comece a observar seu corpo de novo, para detectar a próxima ovulação. Fazendo isso por alguns meses, você tem como identificar um padrão que a ajudará a prever quando ocorrerá a ovulação no seu próximo ciclo.

Se você descobrir que ovula regularmente em um mesmo dia do ciclo (por exemplo, o 15o dia -- contando a partir do dia 1, que é o primeiro dia da menstruação), é ótima notícia. Além de ser um padrão mais fácil de ser identificado, você poderá ter praticamente certeza de que vai ovular no 15o dia do próximo ciclo também.

Se você já estiver fazendo seus registros há alguns meses e perceber que sua ovulação ocorre em dias diferentes do ciclo menstrual (um mês no 14o, depois no 17o, depois no 12o), o jeito é tentar identificar se suas anotações mostram algum sinal previsível do seu corpo.

Por exemplo, você pode descobrir que normalmente ovula no segundo ou terceiro dia do muco cervical com consistência de clara de ovo, ou que sua temperatura cai ligeiramente antes de subir por um período prolongado. Essa combinação de sinais pode ajudá-la a prever quando estiver prestes a ovular.

Ou talvez você perceba que demora muito para ovular, ou que nem ovula em alguns ciclos. São informações valiosas para um especialista tentar identificar causas da dificuldade de gravidez.

Lembrando que a data da ovulação pode variar quando existem fatores de estresse para o organismo, como uma viagem para outro país, uma mudança significativa na dieta ou no nível de atividade física.

Quando devo ter relações, sabendo o dia provável da ovulação?

O período mais fértil do ciclo dura cerca de cinco dias: de três dias antes da ovulação até um dia depois da ovulação. Você pode começar a ter relações até um pouco antes, se quiser -- algumas mulheres engravidam de relações sexuais que ocorreram seis dias antes da ovulação.

O período fértil dura todos esses dias porque os espermatozoides sobrevivem de cinco a seis dias em seu corpo, enquanto seu óvulo dura um dia. A maioria dos especialistas recomenda ter relações sexuais pelo menos dia sim, dia não durante o período fértil para ter mais chances de conceber.

É fundamental saber quando se está ovulando, para engravidar?

Não, não é fundamental saber o exato dia da ovulação para engravidar. Milhões de mulheres engravidam sem nem prestar atenção a nada disso. Termômetros, gráficos, testes e exames sempre estarão disponíveis caso você sinta a necessidade de usá-los.

"A mudança hormonal desencadeada pela ovulação aumenta a libido da mulher, por isso é maior a chance de ela querer ter relação durante o período fértil. A natureza 'conspira' para que se engravide", afirma a obstetra Eleonora Stocchero Fonseca, do Conselho Médico do BabyCenter

Sexagem Fetal

Matando a curiosidade mais cedo



Atualmente é raro encontrar casais que preferem esperar o momento do parto para satisfazer a curiosidade quanto ao sexo do bebê.

Cada vez mais, eles têm pressa em saber se o filho vai ser um menino ou uma menina, para o quanto antes lhe dar um nome, fazer planos, comprar o enxoval e até preparar e decorar o quarto tão sonhado.

Hoje, para a alegria dos pais, não é mais preciso esperar até a 17ª semana para fazer a ultra-sonografia com este objetivo. Com apenas um pouquinho de sangue da mamãe, com oito semanas de gestação, já é possível saber o sexo do bebê, independente da posição do feto para fazer a identificação.

Após a grande descoberta do cientista chinês Y. Dennis Lo, de que no plasma materno existe DNA do feto, o biólogo molecular José Eduardo Levi, do Banco de Sangue do Hospital Sírio Libanês, realizou um estudo por seis anos para desenvolver um teste que identifica fragmentos do cromossomo Y no sangue materno.
Estamos falando da Sexagem Fetal, um teste que, embora esteja sendo realizado desde 2003 aqui no Brasil, e ficando cada vez mais popular, ainda é desconhecido pela maioria dos casais.

O teste é realizado através da análise do DNA fetal presente no sangue da mãe, pela técnica PCR (Reação em Cadeia de Polimerase), isto é, a amplificação do DNA.
Durante a gestação existe a passagem de uma pequena quantidade de células fetais para o sangue materno, através da placenta. O exame dessas células revela o sexo fetal por um procedimento não-invasivo e sem riscos, pois requer apenas a coleta de uma amostra de no máximo 20ml de sangue da mãe. A enorme sensibilidade da PCR permite detectar pequenas quantidades de DNA fetal presente no plasma materno.

Este teste fundamenta-se na identificação de partes do cromossomo Y - aquele que determina o sexo masculino no ser humano - na circulação materna. Após a coleta, o plasma é separado e o DNA, isolado do mesmo, é submetido à reação de PCR com oligonucleotídeos iniciadores derivados do gene DYS14 específico do cromossomo Y.
O método de PCR desenvolvido para a determinação do sexo fetal possui excelente sensibilidade e especificidade, permitindo seu uso rotineiro e com índices de acerto superiores a 99% a partir de 8 (oito) semanas de gestação.

Trocando em miúdos, a Sexagem Fetal é um teste não-invasivo, com excelente grau de acerto, a mulher não precisa de nenhuma preparação especial (não há necessidade de jejum) e todas as grávidas podem se submeter a ele.

Com uma pequena amostra do sangue da mãe pode se encontrar poucas quantidades de DNA do feto. A presença do cromossomo “Y” indica que é um menino e a ausência dele, uma menina. No caso de gêmeos, se forem idênticos, univitelinos, o resultado é válido para os dois fetos. Em gêmeos fraternos, bivitelinos, o resultado “Y”, significa que ao menos um dos gêmeos será menino. Se o resultado der ausência de cromossomo “Y” pode-se dizer que ambas são meninas.

O teste pode ser feito nos maiores hospitais e laboratórios do Brasil e o resultado sai em aproximadamente 5 dias úteis.
O preço é salgado, em torno de R$300,00 a R$450,00, mas parece valer o alívio da curiosidade dos pais.


Estatística brasileira publicada:



Devido aos dados da tabela acima, a idade gestacional mais apropriada para realização do teste é a partir da 8ª semana.

Atualmente, a Sexagem Fetal serve apenas para a determinação precoce do sexo, entretanto, outras aplicações para o DNA fetal obtido a partir do plasma materno estão sendo pesquisadas, o que permitirá, no futuro, o diagnóstico não-invasivo de uma série de doenças, tais como a ß-talassemia (tipo hereditário de anemia), a acondroplasia (nanismo) e até a Síndrome de Down.

Acredita-se que, num futuro bem próximo, testes desse tipo venham a substituir a amniocentese (coleta de amostra de líquido amniótico) e biópsia de vilo corial (amostra da placenta) para obtenção do cariótipo fetal. As dificuldades residem no fato de a quantidade de células fetais no sangue materno ser muito pequena e de difícil identificação.
Também será possível a determinação do genótipo Rh (D) fetal com esta mesma metodologia.




Alguns fatores que podem influenciar no resultado do teste:


Abortamento subclínico

No caso do resultado encontrado ser um teste positivo para cromossomo Y (feto masculino) e posteriormente verificar-se ser um feto feminino, a possibilidade que deve ser levantada é se a mãe foi submetida a procedimento de hiperovulação e/ou fertilização “in vitro”, com gravidezes múltiplas (2 ou mais embriões). Nestes casos não é incomum que um ou mais embriões não sobrevivam; e já existem estudos mostrando que a detecção do DNA destes embriões pode persistir por até 2 semanas, depois de, por exemplo, um episódio de aborto. Se o embrião abortado for do sexo masculino, estará explicada a incoerência entre o resultado do teste de Sexagem Fetal e o sexo do feto em progressão. Outra explicação seria se a mãe houvesse recebido transfusão de sangue ou transplante de órgão de um homem. 

Causa desconhecida

Para o resultado de sexo feminino, que posteriormente verifica-se ser uma gravidez de feto masculino, a explicação mais simples é a falta de sensibilidade do teste. Como a sensibilidade do teste é controlada para ser a mesma em todas as análises, provavelmente havia uma quantidade muito pequena de DNA fetal no plasma materno no momento da coleta, que o teste não foi capaz de detectar. Ainda não se sabe o que faz a quantidade de DNA fetal ser maior ou menor no sangue da mãe, por isso ainda não é possível levantar as causas deste tipo de falha. No entanto, é fato que a quantidade de DNA fetal vai aumentando com o avançar da gravidez; portanto, supõe-se que o tamanho do feto e a vascularização placentária relacionam-se diretamente com a quantidade de DNA fetal no plasma materno.

Vale ressaltar que na prática estes erros são raríssimos.




Dúvidas mais frequentes


Quanto custa este teste?

O teste custa em torno de R$300,00 a R$450,00, dependendo do hospital ou laboratório. Nos laboratórios Elkis e Furlanetto e Delboni Auriemo de São Paulo, por exemplo, o valor está por volta de R$340,00. Já no Hospital São Luiz, o teste está saindo por aproximadamente R$300,00 e no Hospital Sírio-Libanês R$360,00, os dois também em São Paulo.


Os convênios médicos cobrem este tipo de exame?

Não, pois ele não é considerado um exame de rotina ou estritamente necessário na gravidez.


Quanto tempo demora para sair o resultado?

Na maioria dos hospitais e laboratórios o resultado do teste sai em 5 dias úteis.


Quem pode fazer o teste?

Qualquer mulher grávida pode se submeter a este teste. Porém, ele não detecta gravidez. Assim, se uma mulher que não estiver grávida fizer o teste, este apontará resultado de menina, pois apenas identificará a ausência de DNA masculino.


A sexagem fetal pode ser feita sem pedido médico?

Sim, como é um exame não-invasivo e sem riscos, não é necessária solicitação médica.


Qual é a idade gestacional ideal para a realização do teste?

O teste pode ser realizado em qualquer fase gestacional, mas os índices de acerto são maiores com o avançar da gravidez. Portanto, aconselha-se que o teste seja feito a partir da 8ª semana, pois desta idade gestacional em diante o acerto é de praticamente 100% .


O fato de a gestante ter tido gestações anteriores de meninos ou meninas interfere no resultado?

Não. Mesmo em casos de a gestante ter gestações anteriores de menino ou menina não há interferência no resultado, pois o DNA fetal é rapidamente eliminado da circulação materna horas após o parto.


E se a gravidez for gemelar (gêmeos)?

Para gêmeos univitelinos (idênticos) o resultado é válido para ambos. Para gêmeos fraternos (mais de uma placenta), se o resultado do teste for menino, isto quer dizer que ao menos um dos gêmeos é menino. Se o resultado do teste for menina, indica que ambas as gêmeas são meninas.


Pode haver resultado inconclusivo?

Sim, estudos preliminares indicam que 5% dos testes apresentam resultados inconclusivos, principalmente se a mãe estiver nas primeiras 7 semanas de gravidez. Nestes casos, é necessária uma 2ª coleta, no mínimo após 2 semanas, para obter-se um resultado definitivo.


E se a mulher recebeu transfusão de sangue ou transplante de órgão de um homem?

Neste caso o exame não é indicado, pois o mesmo acusará um resultado positivo para menino, que pode não ser verdadeiro.


O teste pode indicar alguma anomalia no feto?

Não, o diagnóstico precoce e não-invasivo de anomalias através deste tipo de teste ainda está em estudo.

Menino x Menina




Escolhendo o sexo do bebê


Tanto o núcleo do óvulo como o núcleo do espermatozóide carregam no seu interior 23 cromossomos, bastões microscópicos com todas as características biológicas da mamãe e do papai. Da fusão dos dois núcleos resultam 46 cromossomos, dispostos em pares. Mas o último par é que define o sexo do embrião: se for XX será uma menina; se for XY, um menino.
O núcleo do óvulo é sempre portador de cromossomos X. Portanto, quem determina o sexo é o núcleo do espermatozóide: 50% dos espermatozóides carrega, em seu núcleo, um cromossomo X, os outros 50%, um Y. Assim, as chances de conceber uma menina ou um menino, são absolutamente iguais. (clique aqui para ver uma ilustração).

Infelizmente não existe nenhuma fórmula cientificamente comprovada para se escolher o sexo do bebê, mas muitas mulheres relatam ter conseguido através de alguns métodos naturais.
Embora não há como garantir a eficácia destes métodos, a probabilidade de acerto fica entre 30% a 70%, dependendo de qual é utilizado.

Na verdade, quando se trata deste assunto, o casal tem é mesmo que contar com a sorte e ajuda da natureza. De qualquer forma, não custa tentar. Não é mesmo?

Veja abaixo alguns métodos que você pode utilizar. Mas lembre-se que a única forma de se conceber um bebê do sexo desejado, com 99% de acerto, é através da fertilização in-vitro.


Método alimentar (extremamente perigoso)

Se você se alimentar por vários meses de alguns alimentos salgados ou doces, dependendo do sexo, pode conseguir o sexo desejado. Só que é muito perigoso, pois você pode ficar desnutrida, causando uma anemia durante a gravidez. Portanto, desaconselha-se a utilização deste método.



Método lunar (pouco utilizado)

Você deve verificar a posição da lua antes da relação sexual. De acordo com os astrólogos, se a lua estiver sob os signos de fogo ou ar, as chances de ter um menino são maiores e, se estiver sob os signos de terra e água, há uma maior probabilidade de conceber uma menina.



Método do esperma (o mais utilizado)

Quanto mais perto da ovulação você tiver a relação sexual, maior será a chance de ter um menino e quanto mais distante, maior é a chance de ter uma menina.
Os espermatozóides que levam a carga genética masculina, ou seja o cromossomo Y, têm a cauda mais longa. Por este motivo chegam primeiro ao óvulo. Entretanto, morrem mais rápido, pois são menos resistentes.
Os espermatozóides que carregam a carga genética feminina, por sua vez, são mais lentos, porém mais resistentes.
Esta técnica pode ser mais eficaz se aplicada por mulheres com um ciclo menstrual regular, pois elas sempre sabem o dia em que vão ovular.





Método de controle da acidez do muco cervical
(o segundo mais utilizado)

Os espermatozóides Y, que determinam o sexo masculino, resistem muito pouco ao meio ácido. Portanto, morrem mais rápido que os espermatozóides X.

Exames Pré-concepcionais

Prevenindo problemas na gravidez


A grande maioria dos bebês que vêm ao mundo aqui no Brasil são muito saudáveis, mas cerca de 3% do total apresentam alguma doença ou má formação ao nascerem. Na verdade este índice chega a ser considerado alarmante e ocorre principalmente devido a dificuldade de acesso à informações e à falta de orientação por parte de médicos e especialistas. Entretanto, duas simples atitudes a serem tomadas pelas futuras mamães podem ajudar a diminuir significativamente este percentual.
A primeira, é aumentar a ingestão de ácido fólico 3 meses antes da concepção, mantendo-a até, pelo menos, a 12ª semana de gestação, mas o ideal é continuar até o final da gravidez, inclusive durante a amamentação.
A segunda atitude é realizar os chamados exames pré-concepcionais, que avaliam o seu histórico e estado geral de saúde.

Quem tem condições de planejar uma gravidez com bastante antecedência, ajuda seu bebê a nascer muito mais saudável. Portanto, pelo menos 4 meses antes de engravidar, você deve procurar seu ginecologista para fazer os exames pré-concepcionais a fim de detectar doenças contraídas no passado e as que estiverem ativas, as quais podem significar algum risco para a sua gestação, o desenvolvimento do seu bebê ou mesmo para você.

Nesta consulta, além de checar seu estado geral de saúde, seu médico também vai avaliar se você tem alguma disfunção genética ou hormonal e prescrever vitaminas, em especial o ácido fólico, que é muito importante para evitar possíveis defeitos do tubo neural do bebê. Além disso, ele vai verificar se você recebeu todas as vacinas de rotina e recomendar a aplicação das doses de reforço, ou a necessidade de outras vacinas.
Toda mulher em idade reprodutiva deve estar em dia com todas as vacinas ou, quando não, tomar a tríplice bacteriana (dTpa) contra difteria, tétano e coqueluche; a pneumocócica; a meningocócica C conjugada; a tríplice viral, contra sarampo, rubéola e caxumba; e as vacinas contra hepatite A, hepatite B, hepatite C, gripe, varicela, febre amarela (nas regiões endêmicas), raiva (quando necessário) além da vacina anti-HPV.

Os exames mais importantes que você deve fazer quando está planejando engravidar são:



Hemograma completo:
Seu objetivo é verificar as condições gerais de saúde da futura mamãe como, por exemplo, diagnosticar anemia, infecções, linfomas e quadros tóxicos.
Após este exame o médico tem condições de avaliar se há necessidade do uso de vitaminas, principalmente em razão da insuficiência de ferro.



Tipagem sanguínea e fator Rh:
Se o sangue da mulher é Rh negativo, existe a possibilidade de ter um filho Rh positivo, caso o pai seja Rh positivo. O problema está na hora do parto, quando a mãe entra em contato com o sangue do filho e desenvolve anticorpos para o Rh positivo, o que prejudica a segunda gestação, caso o próximo filho também seja Rh positivo.
A solução para a incompatibilidade sanguínea é fazer a vacina de gamaglobulina anti-D, capaz de reduzir este risco para próximo de zero.
Se o sangue da mãe é Rh positivo não haverá incompatibilidade sanguínea com o sangue do filho, mesmo que ele seja Rh negativo, portanto a doença não se apresenta.



Glicemia de jejum:
Revela a presença do Diabetes Melittus ou avalia o risco de desenvolver a doença, mesmo que a futura mamãe não tenha nenhum sintoma.
É um exame muito importante, pois a doença pode até passar despercebida durante a sua vida, mas se ocorre na gravidez, pode causar má formação do bebê (principalmente no coração e fígado) ou mesmo abortos espontâneos.
O diabetes gestacional, se não for corretamente monitorado, controlado e tratado, também causa diversas complicações para a saúde da gestante.



Urina:
Importante para detectar a presença de bactérias na urina, mesmo que a futura mamãe não apresente qualquer sintoma, e também para o diagnóstico de infecções urinárias.
Quando as infecções não são tratadas, podem causar contrações uterinas ou até parto pré-maturo.



Fezes:
Seu o objetivo é detectar a presença de agentes patogênicos de leveduras, parasitas e bactérias, os quais podem contribuir para doenças que provocam a perda de ferro, mineral importante para a formação do bebê e para a saúde da mãe.
Esse exame fornece informações úteis sobre os medicamentos e produtos naturais que podem ser efetivos no combate aos organismos detectados nos resultados. O exame também avalia os níveis de bactérias benéficas, o nível da função imunológica intestinal, a saúde geral intestinal (a presença de sangue oculto, aminoácido da cadeia curta, pH, mucosa e outros critérios) e marcadores de inflamação.



Exames sorológicos:


Citomegalovírus:
Vírus cujos sintomas da infecção são variáveis, podendo até mesmo ser confundido com uma simples gripe. Na fase crítica, pode aparecer dor de garganta, febre e aumento dos gânglios do corpo, do baço e do fígado. Se a mulher pega essa doença durante a gravidez, existe uma grande possibilidade de passá-la para o bebê e causar sérios problemas, como retardo mental, nascimento com baixo peso, icterícia e pneumonia, problemas de audição e visão, e até mesmo o óbito intra-uterino.

A transmissão vertical do vírus pode ocorrer durante a gestação por passagem através da placenta; ao nascimento, pelo contato da criança com secreção vaginal contaminada ou no período pós-natal, através da amamentação.

Não existe um tratamento para a doença e nem uma vacina para evitar a contaminação, por isso as mulheres que nunca tiveram contato com esse vírus devem ter muito cuidado, pois não têm imunidade.




Rubéola:
Doença viral muito comum e em geral benigna, e que não causa grandes complicações. Contudo, quando ocorre durante a gravidez pode ser transmitida ao bebê, levando, às vezes, à infecções graves que provocam cegueira, surdez, má formações e até morte intra-uterina. Por isso, mulheres que não têm imunidade contra a rubéola, detectada no exame de sangue, devem ser vacinadas, no mínimo, três meses antes de engravidar.
Para as que já estão grávidas, a tríplice viral não pode ser aplicada, pois é feita com vírus vivos atenuados. O que as grávidas podem receber é o reforço da vacina dupla para difteria e tétano. As gestantes que não estão em dia com a tríplice bacteriana devem tomar a dupla contra difteria e tétano para evitar o tétano neonatal.

As vacinas contra varicela e febre amarela também são contra-indicadas durante a gestação, porque também são feitas com vírus vivos atenuados. A recomendação da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) é evitar a aplicação de toda e qualquer vacina no primeiro trimestre de gravidez.

As mulheres que foram vacinadas, ou tiveram a doença, e apresentam anticorpos no sangue para rubéola, são consideradas imunes.
Caso a doença ocorra no início da gestação, se o tratamento for feito nos três primeiros meses, as chances de o bebê ser prejudicado são mínimas.




Toxoplasmose:
Causada pelo protozoário chamado Toxoplasma Gondii, é uma doença transmitida através do contato com fezes de animais, principalmente de gatos, da manipulação de terra e da ingestão de carne crua e verduras contaminadas. Se a mulher pega esta doença durante a gravidez, pode haver diversas complicações para o futuro bebê, como má formações, deficiência visual grave quando nascer e outros problemas graves de saúde, apesar de existir tratamento para diminuir essa chance.

As mulheres que já tiveram essa doença não precisam se preocupar, pois têm os anticorpos e estão imunes. Aquelas que não pegaram a toxoplasmose têm que tomar muito cuidado, lavando sempre muito bem as mãos, evitando manipular fezes de animais e mexer com terra, assando e cozinhando muito bem as carnes, lavando muito bem as verduras e tábua de carnes, além de ficarem bem longe de iguarias cruas, principalmente de origem japonesa, árabe e italiana.




Sífilis (VDRL):
Doença transmitida através de relações sexuais desprotegidas, que pode ter importantes repercussões para a saúde da mãe e do bebê. Se a mulher engravida com a doença ou é contaminada durante a gravidez, existe grande risco de abortamento espontâneo e óbito intra-uterino. Ao passar pela placenta e contaminar o bebê, a sífilis também pode causar diversas má formações, a chamada sífilis congênita.

O tratamento é muito simples, à base de antibióticos e quando diagnosticada e tratada corretamente antes da gravidez, os riscos de transmissão são eliminados, a não ser que a mulher seja novamente infectada.




Hepatite B:
Não há registros de que o vírus da hepatite B cause má formação, mas pode ocorrer a transmissão para o bebê na hora do parto. Nesse caso, depois de nascer, o bebê é vacinado e recebe a imunoglobulina da hepatite B, que funciona como um "antídoto".

Para saber se a mulher está imune, ou não, a hepatite B é necessário fazer a dosagem dos anticorpos no sangue. Para as que já estão imunes não existe risco de transmissão. Entretanto, as mulheres que não têm anticorpos da hepatite B no sangue devem ser vacinadas, preferencialmente antes de engravidar, mas a vacina pode ser administrada em gestantes sem qualquer risco, pois é produzida através de engenharia genética




HIV:
Vírus causador da AIDS. A mulher que é portadora deste vírus pode transmiti-lo para o bebê durante a gravidez, parto e amamentação. É por esta razão que esse exame é tão importante, não somente antes da gravidez, como também durante o pré-natal. Quanto mais precocemente se descobrir a doença, maiores são as chances de um tratamento preventivo, reduzindo a possibilidade de transmissão ao bebê para menos de 3%.

Se mesmo assim o HIV for transmitido ao bebê, às chances de sobrevivência são quase de 100%. Isso acontece porque a criança recebe medicamentos anti-retrovirais logo que nasce, não tem contato no parto - que deve ser cesariano - e ainda não é amamentada pela mãe contaminada.


HPV:
É um vírus que se instala principalmente na mucosa vaginal e seu maior contagio é por via sexual. 70% dos casos tem cura espontânea e o restante pode permanecer cronicamente muitas vezes sem sintomas, se manifestando quando ocorre queda de imunidade; na gestação a mulher apresenta queda de imunidade, por exemplo, e normalmente é necessária a cauterização para curar as lesões. Caso apareçam lesões durante a gravidez, não devem ser utilizados ácidos, pois o risco de queimadura química é grande. Primeiramente, deve-se fazer o diagnóstico de certeza, e se realmente for HPV, deve-se realizar cauterização elétrica ou a laser.

O Papanicolaou faz um diagnóstico indireto, pois não detecta o HPV, mas sim a lesão que ele causa no tecido. É preciso ter uma célula doente na lâmina e contar com a sensibilidade do examinador para se obter um diagnóstico preciso.

A presença do HPV durante a gravidez não implica em má formação fetal, nem que mamãe não poderá optar pelo parto normal. O único problema é que, se no momento do parto, na vagina estiverem presentes lesões de HPV, estas poderão contaminar o recém nascido. Neste caso o médico saberá avaliar se a mãe pode fazer um parto via vaginal ou proceder para uma cesariana, pensando no que for melhor para o bebê.

É sempre importante tratar o vírus antes de engravidar, pois na gravidez, com a queda da imunidade na mulher, a sintomatologia do vírus tende a piorar.

Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV. Eles são classificados em de baixo risco de câncer e de alto risco de câncer. Somente os de alto risco estão relacionados a tumores malignos.

Os vírus de alto risco, com maior probabilidade de provocar lesões persistentes e estar associados a lesões pré-cancerosas são os tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58 e outros. Já os HPV de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais (ou condilomas genitais) e papilomas laríngeos, parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade, apesar de serem encontrados em pequena proporção em tumores malignos.

Desde 2006, o ginecologista conta com a vacina para o papiloma vírus humano como mais uma possibilidade de imunização que vale para todas as mulheres que têm atividade sexual, independentemente do desejo da maternidade. Calcula-se que cerca de 70% da população sexualmente ativa já tenha tido contato com ele, mas em 80% dessas pessoas o vírus é eliminado em um ano. Os dois tipos de HPV mais perigosos, 16 e 18, relacionados com o câncer de colo do útero, são também os mais frequentes.

Mas, para desenvolver a doença, a paciente infectada teria que ter o vírus persistente, que não desaparece em um ano como na maioria da população, e ainda ter lesões precursoras do câncer de colo de útero. A boa notícia é que as duas vacinas contra o HPV, fabricadas por laboratórios internacionais, fazem a prevenção dos tipos 16 e 18. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a vacina quadrivalente, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 de HPV, em mulheres de 9 a 26 anos.

As mulheres mais velhas, cujos exames para HPV deram negativo para a presença do vírus, também devem ser vacinadas. As mulheres que já tiveram contato com o HPV não obtêm benefício com a imunização, a não ser contra tipos de HPV diferentes dos com que ela já teve contato.



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A um passo da Gravidez

Detectando o período fértil


O período fértil da mulher tem como duração, de três a quatro dias antes da ovulação (quando o ovário expeli um óvulo) até três dias após a mesma. A razão disto é que os espermatozóides podem sobreviver até 72 horas dentro do organismo feminino e o óvulo até 48 horas depois da ovulação (em casos excepcionais até 72 horas), a menos que ele seja fecundado, é claro.

Para a mulher, principalmente a que tem um ciclo irregular, a melhor maneira de determinar o período fértil, é prestar atenção nas mudanças físicas e hormonais do corpo, que acontecem a cada mês, e se familiarizar com os sinais que a ovulação apresenta.

Vejamos agora, as mudanças mais acentuadas que ocorrem durante o ciclo menstrual e quais os métodos de controle que você pode utilizar para detectar o seu período fértil:



Desconforto ou dores abdominais

20% das mulheres sentem no período próximo à ovulação, leves cólicas ou dores no abdômen, que podem surgir no lado correspondente ao ovário que irá expelir o óvulo e durar de alguns minutos a algumas horas. A este fenômeno damos o nome de dismenorreaintermenstrual (Mittleschmerz). Embora possa ter outras causas, se estes sintomas ocorrerem mais ou menos 14 dias antes da próxima menstruação, pode ser indício de ovulação.



Controle do Muco Cervical (Método de Billings)

Existem vários tipos de secreções vaginais, uma delas é o muco cervical, uma secreção natural da mulher que se modifica durante o ciclo menstrual, em termos de volume, textura e aparência, dando pistas sobre a fertilidade da mulher.
O papel fundamental deste muco, durante a época fértil, é nutrir, proteger e ajudar os espermatozóides a chegarem a seu destino, ou seja, percorrerem o útero e penetrarem nas trompas para irem de encontro ao óvulo.


Fase pré-ovulatória (período "seco"):
Logo após o final da menstruação, devido aos baixos níveis de estrógeno e progesterona, algumas mulheres não são férteis, pois não secretam muco, ou secretam muito pouco, que nesta fase se encontra grosso, opaco (branco ou amarelo), pastoso e se quebra quando esticado. Quando a mulher tem um ciclo menstrual muito curto, o período "seco" é ausente ou reduzido em dias.


Fase ovulatória (período fértil):
À medida em que a ovulação se aproxima, as criptas cervicais começam a produzir uma maior quantidade de muco, que a cada dia que passa, vai ficando mais fino, líquido, leitoso e escorregadio. Isso ocorre em razão do aumento da produção de estrógeno, e a mulher já pode notar uma sensação de umidade (sinal de fertilidade). No período onde é mais fácil engravidar, o muco fica transparente, claro, escorregadio e elástico quando em contato com os dedos, indicando que a ovulação está por vir. Quanto mais elástico o muco estiver, mais fértil a mulher estará. O dia do ápice da elasticidade do muco corresponde ao pico da secreção de estrógeno e, fisiologicamente, antecede a ovulação por não mais que três dias. Muitas mulheres comparam o muco desta fase com a clara de ovo, porém ele pode ser amarelado ou avermelhado.


Fase pós-ovulatória (período "seco"):
Aproximadamente quatro dias após o dia do ápice da elasticidade do muco, e devido ao aumento dos níveis de progesterona e diminuição de estrógeno, o muco diminui, volta a ser opaco e perde a elasticidade. Este período já não é mais fértil e a mulher entra no período "seco" pós-ovulatório, que vai até o final do ciclo menstrual.


Como verificar as características do muco:

 
Observe o muco todos os dias, introduzindo os dedos polegar e indicador na vagina. Depois separe os dedos a fim de verificar o aspecto do muco e sua elasticidade, que pode atingir uma distensão de 15 a 20 mm no dia do ápice.




Pontos importantes:

- A eficácia deste método de controle, quando utilizado corretamente, é de 75% a 85%.

- O aspecto do muco é muito mais importante que a quantidade. Isto é, o que mais interessa é sua aparência e textura.

- Se você estiver com algum corrimento vaginal, provocado por infecções no local, você pode se confundir, levando-a à uma interpretação errada do muco. Portanto, este método não deve ser utilizado na presença de corrimentos.

- Um simples stress, viagens, atividades físicas em excesso, medicações, alterações hormonais, cistos de ovário e muitos outros fatores, podem alterar a data da sua menstruação, da sua ovulação, assim como do seu período fértil.

- Se você estiver com alguma dúvida quanto a utilização deste método de controle, não deixe de pedir orientações ao seu médico ou a um profissional de saúde. 

Controle da Temperatura basal

Após a ovulação, que ocore aproximadamente 14 dias antes da próxima menstruação, a temperatura basal da mulher pode aumentar em torno de 0,3 a 0,4 grau, e segue alta até o início da próxima menstruação, e caso a mulher engravide, ela ficará elevada durante toda a gravidez. A elevação não pode ser sentida, a não ser que se utilize um termômetro para detectar esta tão desprezível diferença.
O aumento da temperatura é provocado pela produção de progesterona, que por sua vez, é estimulada pela liberação do óvulo.
A mulher estará na fase de maior fecundidade de um a dois dias antes da sua temperatura chegar ao nível mais alto.








Os especialistas recomendam que se anote a temperatura todos os dias pela manhã (por isso o nome basal), antes de se levantar, e durante alguns meses, pois assim é possível descobrir um padrão e definir a provável data da ovulação.
A temperatura deve ser medida colocando-se sempre o mesmo termômetro na boca (ao invés das axilas), por três minutos.



Pontos importantes:

- A eficácia deste método de controle, quando utilizado corretamente, é de 80% a 90%.

- Este método de controle não deve ser utilizado na menarca (primeira menstruação), próximo à menopausa ou se você estiver doente, pois uma provável febre pode levar você a uma interpretação errada da sua temperatura.

- Um simples stress, viagens, atividades físicas em excesso, medicações, alterações hormonais, cistos de ovário e muitos outros fatores, podem alterar a data da sua menstruação, da sua ovulação, assim como a sua temperatura basal.

- Se você estiver com alguma dúvida quanto a utilização deste método de controle, não deixe de pedir orientações a seu médico ou a um profissional de saúde.


Clique na figura abaixo e imprima o quadro para você anotar sua temperatura basal todos os dias.










Consultoria:
Dr. Alexandre Selvaggio - Ginecologista e Obstetra

Asma e Gravidez

Fazendo um melhor controle


A asma é uma das mais frequentes complicações que pode estar associada à gravidez. Aproximadamente um terço das pacientes asmáticas, apresentam uma exacerbação da doença durante a gravidez e puerpério. Portanto, é muito importante que a futura mamãe tenha em mente a importância do controle pré-natal e do acompanhamento regular durante a gestação, a fim de minimizar as complicações que geralmente estão associadas a um inadequado controle da asma.

Alguns pontos devem ser lembrados para um melhor controle da doença:


  • 0 principal objetivo num tratamento integrado entre o clínico e o obstetra, visa o bem estar da mãe e do feto. A asma, por si só, já predispõe um maior risco de complicações perinatais. Um controle adequado da asma durante a gestação tem se revelado bastante efetivo em reduzir, praticamente aos mesmos níveis da população normal, os índices de complicações perinatais.



  • Uma gravidez programada e mais conveniente para a paciente asmática.



  • Um dos pontos mais importantes se relaciona ao uso de medicamentos anti-asmáticos durante a gravidez.
    A maioria das pacientes interrompe os medicamentos utilizados no controle da doença devido ao consenso genérico que não se deve utilizar medicamentos no primeiro trimestre da gravidez. Contudo, em relação aos medicamentos anti-asmáticos, esta atitude não é recomendada. A interrupção do tratamento de manutenção vai propiciar o descontrole da doença, acarretando sintomas indesejáveis para a gestante e retardando o crescimento do feto.
    Muitos estudos evidenciam que um baixo controle da asma durante a gestação aumenta a possibilidade de ocorrência de recém-nascido de baixo peso e prematuridade. Em relação à mãe, é maior a ocorrência de hipertensão (pré-eclampsia), diabetes, bem como ruptura prematura da bolsa e maior gravidade da doença. Assim sendo, as pacientes que tem asma mais grave e que necessitam de uso de corticóide oral constante como terapêutica de manutenção, tem maiores riscos de complicação. As pacientes com asma moderada e leve, que utilizam regularmente sua medicação de controle, inclusive corticóides inalatórios e períodos de curta duração de corticóides orais, conseguem reduzir bastante os riscos de complicações perinatais.



  • A paciente deve ter em mente que o tratamento adequado da asma durante a gravidez é o objetivo mais importante. Prevenindo episódios agudos, você pode evitar a ocorrência de baixos níveis de oxigênio que pode prejudicar o feto.



  • As recomendações para o tratamento da gestante não diferem em nada das recomendações normais. É importante ter em mente os três pontos principais para se conviver bem com a asma: a- tentar evitar os fatores desencadeantes: b- encontrar a melhor associação de medicamentos que mantenha sem sintomas: c- saber reconhecer precocemente quando a asma está fora de controle e como proceder nesta situação.



  • Quanto ao uso de medicamentos durante a gestação, os remédios empregados estão na categoria dos medicamentos que promovem maior benefício do que risco a paciente. O tratamento de manutenção deve dar preferência aos medicamentos por via inalatória. Os beta 2 e corticóides inalatórios podem e devem ser utilizados. A aminofilina deve ser reservada para as pacientes que não conseguem controle com a terapêutica inalatória.




Ao sentir piora da falta de ar, procure o pronto socorro mais próximo. A maior causa de complicações e mortalidade na asma, é o atraso no atendimento de emergência, quase sempre por culpa do próprio paciente, que tende a menosprezar os sintomas.